Caixa do mês

Caixa Junho 2022


Sobre a caixa

A caixa de junho inclui o livro Ondula, savana branca, do antropólogo e poeta angolano Ruy Duarte de Carvalho, no qual o autor recolhe diversos testemunhos da expressão oral africana e os recria em forma de poema. Além do livro, há a plaquete exclusiva Goya, a linha de sutura, de Vilma Arêas, ensaio que analisa a obra do grande pintor espanhol, percorrendo vários de seus trabalhos e detendo-se mais especificamente na famosa gravura da série de Caprichos: O sono da razão produz monstros (c.1799).

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Ruy Duarte de Carvalho, poeta e antropólogo angolano, passou longos períodos no Sul do país, no território kuvale, povoado de pastores nômades que lidam com gado e leite, e aprendeu com eles não só seus hábitos da terra, mas também suas tradições, rituais e cantos.

O escritor, então, registrou e traduziu de forma bem singular essas manifestações orais, compondo poemas em língua portuguesa. Antes disso, já tinha feito o mesmo com diversos testemunhos orais de outros povos e etnias pela África afora, colhendo matéria oral ou pesquisando e traduzindo poeticamente textos recolhidos por outros antropólogos e poetas ao longo dos séculos XIX e XX.

O resultado dessas imersões criativas de Ruy Duarte de Carvalho pode ser visto nos já clássicos da literatura angolana Ondula, savana branca, de 1982, e Observação directa, de 2000, livros que agora se encontram pela primeira vez reunidos nesta edição brasileira. Reunião riquíssima, um baú aberto de legados e heranças da cultura oral que não folcloriza a África, pelo contrário, altera o que se entende por poesia em língua portuguesa, já que não é a língua do colonizador a formatar tais tradições orais, e, sim, ela que é transformada para receber essa pulsante matéria de vida.

A presente edição conta com um texto de orelha de Rita Chaves e um posfácio de Prisca Agustoni, ambas pesquisadoras da poesia africana em língua portuguesa.

Autor

Vilma Arêas

Ensaio que analisa a obra do grande artista espanhol, detendo-se mais especificamente na famosa gravura da série de Caprichos: o sono da razão produz monstros (c.1799). Percorrendo vários trabalhos de Goya, bem como uma bibliografia crítica sobre sua obra, a leitura de Vilma Arêas procura entender o caráter contemporâneo da obra do pintor.

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